Universo Injusto.

Eu venho de um universo onde as coisas acontecem pelo simples fato de que elas tem que acontecer e,
talvez seja isso mesmo, o universo caminha sempre seguindo um rumo já predestinado.


As pessoas se conformam com os acontecimentos, pois o medo ou a preguiça de lutar e insistir por um destino  diferente seja mais forte do que o anseio por viver coisas novas e totalmente opostas às vividas no cotidiano.


Um universo desigual, onde aquele que tem mais posses sempre ganha.
Um universo vazio e sem perspectiva.
Onde ter é mais importante do que ser.


Um lugar onde as pessoas não tem ideia própria,
Onde a cópia faz sucesso e o que é autêntico se torna esquecido em algum canto qualquer.


Há quem diz que as coisas vão melhorar, que um dia viveremos livres do preconceito e da corrupção que nos assola.
Mas será? Será mesmo que essa gente que propaga isso aos quatro cantos realmente se importa com quem está ali ao seu lado?


Eu duvido, mas como dizem desde que me conheço por gente,
NÃO SE DEVE PERDER AS ESPERANÇAS e, ou,
A ESPERANÇA É  ULTIMA QUE MORRE.


Essa frase que tanto nos consola, hoje soa mais como um clichê do que algo que está realmente ao nosso alcance.


Esperança? Que esperança a humanidade pode ter ao se deparar com cenas de mortes a todo instante? Ao encarar diariamente a desigualdade que bate a porta dos cidadãos todos os dias?


No universo que eu habito, o povo tem fé.
Fé essa que é inabalável.
E talvez esse seja o único motivo por não desistirmos de lutar.
Uma luta constante, desleal.
Mas que infelizmente ainda é nossa única arma para vencer e encarar todos os dias que ainda estão por vir.


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Por: Giovana Rosa.


                                               

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